O que fazer quando um paciente ameaça te processar?

O que fazer quando um paciente ameaça te processar?

Receber uma ameaça de processo por parte de um paciente é uma situação que gera insegurança, medo e muitas dúvidas no médico.

É comum que, nesse momento, o profissional não saiba como agir, o que pode ou não dizer, quais documentos guardar ou se deve continuar atendendo o paciente.

Pior ainda: Muitos médicos acabam tomando decisões impulsivas, orientadas pelo nervosismo, que podem prejudicar sua defesa no futuro.

Antes de qualquer coisa, é importante deixar claro que a ameaça de um processo não significa, automaticamente, que houve erro médico ou que o profissional esteja em situação de risco real.

O médico possui direitos, garantias legais e meios adequados de se proteger, desde que saiba como agir corretamente desde o primeiro sinal de conflito com o paciente.

Pensando nisso, preparamos esse post.

Como Advogados Especialistas em Defesa Ética Médica, explicamos tudo o que você precisa sobre o que fazer quando um paciente ameaça te processar?    

Confira:

  1. 1º Passo: Busque o auxílio de Advogados Especialistas em Defesa Ética Médica.
  2. 2º Passo: Preserve o prontuário médico e toda a documentação.
  3. 3º Passo: Limite a comunicação com o paciente.
  4. 4º Passo: Não interrompa o atendimento sem orientação jurídica.
  5. 5º Passo: Entenda que o Médico também tem direitos.

 

 

Conhecer esses direitos e saber como agir é fundamental para preservar sua carreira, sua reputação e sua tranquilidade.

Agora, vamos ao que interessa?

Receber uma ameaça de processo é uma situação delicada, mas relativamente comum na rotina médica.

Nesses momentos, o mais importante é agir com cautela, estratégia e orientação correta.

A forma como o médico se comporta desde a primeira ameaça pode definir todo o rumo do caso, inclusive evitar que a ação judicial realmente aconteça.

 

 

  1. 1º Passo: Busque o auxílio de Advogados Especialistas em Defesa Ética Médica.

Receber uma ameaça de processo por parte de um paciente é uma situação que causa insegurança, medo e muitas dúvidas.

É comum o médico se perguntar se realmente errou, se pode perder o registro, se terá que pagar indenização ou se aquela ameaça é apenas uma tentativa de intimidação.

Nesse momento, o primeiro e mais importante passo é buscar o auxílio de um advogado especialista em Direito Médico.

Por que esse deve ser o primeiro passo?

Quando um paciente ameaça processar, cada atitude tomada a partir desse momento pode influenciar diretamente o desfecho do caso.

Uma resposta mal dada, um prontuário preenchido de forma inadequada depois do fato, uma conversa informal ou até o silêncio absoluto podem ser usados contra o médico em um processo judicial ou ético.

O Advogado Especialista em Defesa Ética Médica atua justamente para orientar o profissional desde o primeiro sinal de conflito, antes mesmo da existência de um processo formal.

Quanto mais cedo o médico busca orientação, maiores são as chances de evitar um litígio ou de se defender de forma sólida, técnica e segura.

Muitos médicos acreditam que só precisam de advogado quando são oficialmente citados em um processo.

Esse é um erro grave.

A defesa começa no primeiro momento em que surge a ameaça.

A importância de ser Advogado Especialista em Defesa Ética Médica

O Direito Médico possui regras próprias, princípios específicos e uma interpretação muito particular dos fatos.

Não se trata apenas de direito civil ou direito do consumidor.

Envolve também:

  • Normas do Conselho Federal de Medicina;
  • Ética Médica;
  • Análise de prontuários;
  • Consentimento informado;
  • Protocolos clínicos;
  • Relação médico-paciente.

Um advogado que não atua na área médica pode até conhecer o direito, mas dificilmente terá domínio sobre a prática médica, a rotina de consultório, hospital ou clínica e os riscos específicos da profissão.

O Advogado Especialista em Defesa Ética Médica entende como a medicina funciona na prática, sabe como os tribunais analisam a conduta médica e conhece as estratégias de defesa mais adequadas para esse tipo de situação.

Isso faz toda a diferença no resultado do caso.

Como o Advogado Especialista em Defesa Ética Médica pode ajudar desde o início?

Ao procurar Advogados Especialistas em Defesa Ética Médica logo após a ameaça, o médico passa a ter uma orientação clara sobre como agir e, principalmente, como não agir.

O advogado poderá analisar detalhadamente o caso, verificar se houve falha na comunicação, se existe risco jurídico real ou se a ameaça não tem fundamento.

Também irá orientar sobre a preservação correta do prontuário médico, documentos, exames, mensagens e qualquer outro elemento que possa ser relevante como prova.

Além disso, o advogado poderá orientar sobre como responder ao paciente, se é recomendável manter contato ou interromper qualquer comunicação direta, sempre visando evitar agravamento do conflito.

Em muitos casos, uma atuação jurídica estratégica e precoce é capaz de impedir que a ameaça se transforme em um processo judicial ou ético.

Para Ilustrar

Imagine um médico que realizou um procedimento corretamente, seguindo todos os protocolos, mas o paciente não ficou satisfeito com o resultado e ameaça processá-lo alegando erro médico.

Sem orientação jurídica, o médico tenta explicar novamente o caso ao paciente por mensagens, faz comentários informais e até altera anotações no prontuário acreditando estar se protegendo.

Essas atitudes, infelizmente, podem ser usadas contra ele.

Com o auxílio de Advogados Especialistas em Defesa Ética Médica, o cenário muda.

O advogado orienta o médico a preservar o prontuário original, interromper contatos diretos inadequados, reunir documentos e, se necessário, responder formalmente por meio jurídico.

Essa postura demonstra profissionalismo, segurança e reduz significativamente os riscos de uma condenação futura.

Os riscos de não contar com Advogados Especialistas em Defesa Ética Médica

Ignorar a ameaça ou tentar resolver sozinho é um dos maiores erros que um médico pode cometer.

Entre os principais riscos estão:

  • Produção de provas contra si mesmo;
  • Perda de prazos;
  • Falhas na guarda de documentos;
  • Adoção de uma postura que pode ser interpretada como negligência ou má-fé.

Além disso, a ausência de orientação jurídica pode levar o médico a subestimar a situação, quando, na verdade, ela exige atenção imediata.

Muitos processos poderiam ter sido evitados ou encerrados rapidamente se o profissional tivesse buscado um advogado no momento certo.

Também existe o risco emocional.

A ameaça de processo afeta diretamente a saúde mental do médico, sua confiança profissional e seu desempenho no trabalho.

Ter Advogados Especialistas em Defesa Ética Médica ao seu lado traz segurança, clareza e permite que o médico continue exercendo sua profissão com mais tranquilidade.

Por que o Advogado é seu aliado nesse momento?

O Advogado Especialista em Defesa Ética Médica não está ali para julgar sua conduta, mas para proteger seus direitos, sua imagem profissional e sua carreira.

Ele será seu aliado estratégico em um momento delicado, garantindo que cada passo seja dado com segurança jurídica.

Diante de qualquer ameaça de processo por parte de um paciente, buscar um advogado especialista deve ser sempre o primeiro passo.

Essa decisão pode evitar grandes prejuízos no futuro e preservar tudo o que você construiu ao longo da sua trajetória profissional.

 

 

  1. 2º Passo: Preserve o prontuário médico e toda documentação.

Quando um paciente ameaça processar, este é um dos passos mais importantes de toda a condução do caso.

Neste momento, não é hora de discutir mérito, justificar condutas ou tentar “consertar” situações.

A prioridade absoluta é proteger a prova.

O que significa preservar o prontuário médico?

Preservar o prontuário médico significa manter íntegros, completos e inalterados todos os registros relacionados ao atendimento prestado ao paciente, desde o primeiro contato até o último ato médico.

Isso inclui não apenas o prontuário físico ou eletrônico, mas todo o conjunto de informações clínicas, administrativas e assistenciais que comprovam como o atendimento ocorreu.

Qualquer alteração posterior, mesmo com boa intenção, pode ser interpretada como fraude, má-fé ou tentativa de ocultar fatos.

Qual prontuário médico deve ser preservado

Deve ser preservado todo o prontuário relacionado ao paciente que ameaça processar, incluindo:

Prontuário físico ou eletrônico completo

  • Histórico clínico;
  • Anamnese;
  • Evolução médica;
  • Evolução de enfermagem;
  • Registros de sinais vitais;
  • Prescrições médicas;
  • Solicitações de exames;
  • Resultados de exames laboratoriais e de imagem;
  • Relatórios médicos;
  • Sumários de alta;
  • Registros de intercorrências;
  • Anotações multiprofissionais.

Consentimentos e termos assinados

  • Termo de consentimento informado;
  • Termos específicos para procedimentos;
  • Autorizações para cirurgias, exames ou tratamentos;
  • Recusas de tratamento devidamente documentadas.

Registros administrativos

  • Fichas de atendimento;
  • Agendamentos;
  • Guias de convênios;
  • Autorizações de planos de saúde;
  • Registros de internação e alta;
  • Contratos de prestação de serviços: Quando houver.

Comunicações relacionadas ao atendimento

  • E-mails profissionais;
  • Mensagens trocadas por canais institucionais;
  • Registros de orientações fornecidas ao paciente;
  • Comprovação de encaminhamentos ou recomendações.

É importante destacar que mensagens pessoais em aplicativos, quando usadas para atendimento médico, também podem ser analisadas judicialmente.

Por isso, tudo deve ser preservado.

Documentação que também deve ser preservada

Além do prontuário médico, é fundamental preservar:

  • Protocolos internos utilizados no atendimento;
  • Diretrizes clínicas seguidas no caso;
  • Comprovantes de capacitação e especialização do médico;
  • Escalas de plantão;
  • Registros de equipamentos utilizados;
  • Manuais e normas da instituição de saúde.

Esses documentos ajudam a demonstrar que a conduta médica seguiu padrões técnicos e científicos reconhecidos.

A importância de não alterar absolutamente nada

Este ponto merece máxima atenção.

Alterar, complementar ou “corrigir” prontuários após a ameaça de processo é um dos erros mais graves que um médico pode cometer.

Mesmo uma anotação aparentemente simples pode ser interpretada como tentativa de manipulação da prova.

Na prática jurídica, prontuário alterado gera desconfiança imediata do juiz e enfraquece toda a defesa, mesmo quando o atendimento foi tecnicamente correto.

Se algo não foi registrado no momento adequado, o correto é discutir isso com um advogado, jamais tentar resolver por conta própria.

O que pode acontecer se o prontuário não for preservado?

A ausência, perda ou alteração do prontuário pode gerar consequências sérias, como:

  • Inversão do ônus da prova contra o médico;
  • Presunção de falha na prestação do serviço;
  • Dificuldade extrema de comprovar a correção da conduta;
  • Condenações baseadas na falta de documentação;
  • Processos éticos nos Conselhos de Medicina;
  • Riscos cíveis, éticos e até criminais.

Em muitos processos, o médico não perde por erro técnico, mas pela ausência de prova documental adequada.

Por Exemplo

Imagine um médico que realizou um procedimento corretamente, explicou riscos, obteve consentimento verbal, mas não documentou adequadamente no prontuário.

Após uma intercorrência, o paciente ameaça processar.

Sem o termo de consentimento e sem registros claros das orientações prestadas, a narrativa do paciente passa a ter mais força do que a palavra do médico.

Agora imagine o cenário oposto: prontuário completo, cronológico, claro, com termos assinados e registros detalhados.

Mesmo diante de uma complicação, a defesa se torna sólida, técnica e muito mais segura.

A diferença entre esses dois cenários está exclusivamente na documentação.

A preservação da documentação é o alicerce da sua defesa

Como seu advogado, sempre reforço: processos médicos não se ganham apenas com boa técnica, mas com prova.

Preservar o prontuário médico e toda a documentação é proteger sua história profissional, sua reputação e sua tranquilidade.

Diante de qualquer ameaça de processo, este passo não é opcional.

É essencial.

E deve ser feito com acompanhamento jurídico especializado, desde o primeiro momento.

 

 

  1. 3º Passo: Limite a comunicação com o paciente.

Quando o paciente ameaça processar o médico, um dos erros mais comuns é continuar se comunicando da mesma forma de antes, tentando explicar, justificar ou convencer.

Neste momento, a comunicação precisa ser limitada, estratégica e orientada juridicamente.

Isso não significa ser rude ou abandonar o paciente, mas sim agir com cautela para evitar que qualquer palavra seja usada contra você no futuro.

Por que limitar a comunicação com o paciente é essencial?

A partir do momento em que surge uma ameaça de processo, a relação médico-paciente muda de natureza.

O que antes era um vínculo terapêutico passa a ter um potencial conflito jurídico.

Qualquer conversa informal, mensagem de WhatsApp, áudio, e-mail ou explicação fora do prontuário pode se transformar em prova contra o próprio médico.

Muitos processos na área da saúde se fortalecem não por erro médico comprovado, mas por mensagens mal colocadas, explicações emocionais ou tentativas de “consertar” a situação sem orientação jurídica.

Limitar a comunicação é uma forma de proteção profissional e patrimonial.

Como limitar a comunicação com o paciente na prática?

Evite conversas informais e emocionais

Não discuta o caso por mensagens, áudios ou ligações longas.

Evite responder impulsivamente, principalmente se o paciente estiver exaltado, agressivo ou insistente.

Emoção e excesso de explicações costumam gerar contradições.

Centralize a comunicação em canais formais

Sempre que possível, a comunicação deve ser feita por meios formais e objetivos, como e-mail institucional ou por intermédio da clínica ou hospital.

Isso reduz o risco de interpretações equivocadas e cria um registro mais técnico.

Seja objetivo e técnico

Responda apenas o necessário, de forma clara, educada e sem entrar em debates.

Não tente justificar condutas, não admita falhas e não use expressões como “talvez eu tenha errado” ou “poderia ter feito diferente”.

Essas frases, ainda que ditas com boa intenção, são frequentemente usadas como confissão em processos judiciais.

Não apague mensagens nem bloqueie o paciente

Jamais apague conversas, mensagens ou registros.

Isso pode ser interpretado como tentativa de ocultação de provas.

Também não é recomendável bloquear o paciente, pois isso pode ser visto como abandono ou má-fé.

O ideal é reduzir e controlar a comunicação, não eliminá-la de forma abrupta.

Encaminhe para o setor responsável ou para o advogado

Se o paciente insistir em ameaças, pedidos de explicações repetitivas ou acusações, informe de forma educada que o caso será tratado pelos canais adequados, podendo envolver o jurídico da clínica ou seu advogado.

O que pode acontecer se o médico não limitar a comunicação?

Quando o médico continua conversando livremente após a ameaça de processo, alguns riscos são frequentes:

  • Mensagens são retiradas de contexto e usadas como prova;
  • Explicações técnicas viram suposta confissão de erro;
  • Contradições entre mensagens e prontuário enfraquecem a defesa;
  • O paciente se sente encorajado a avançar com a ação judicial;
  • O desgaste emocional do médico aumenta significativamente.

Em muitos casos, o processo só existe porque a comunicação foi mal conduzida após o conflito inicial.

Para Ilustrar  

Imagine que um paciente envia uma mensagem dizendo que “vai procurar seus direitos” porque não gostou do resultado de um tratamento.

O médico, tentando acalmar a situação, responde com vários áudios explicando o caso, dizendo que “achava que daria certo”, que “talvez o organismo do paciente não reagiu bem” e que “se soubesse, teria feito diferente”.

Essas mensagens, mais tarde, são anexadas à petição inicial do processo como indício de erro médico.

O que era apenas uma insatisfação se transforma em uma ação judicial estruturada, baseada nas próprias palavras do profissional.

Se esse médico tivesse limitado a comunicação e buscado orientação jurídica desde o início, o desfecho poderia ser completamente diferente.

Atenção!

Limitar a comunicação é proteger sua carreira e sua tranquilidade

O terceiro passo não é sobre fugir do paciente, mas sobre agir com inteligência jurídica.

Limitar a comunicação no momento certo evita erros irreversíveis, preserva sua imagem profissional e fortalece sua defesa caso o processo realmente aconteça.

Diante de qualquer ameaça, não enfrente a situação sozinho.

O auxílio de Advogados Especialistas em Defesa Ética Médica faz toda a diferença entre um problema controlado e um processo longo, desgastante e caro.

 

 

  1. 4º Passo: Não interrompa o atendimento sem orientação jurídica.

Quando o paciente ameaça processar o médico, a reação mais comum é o desejo imediato de encerrar o atendimento para evitar novos problemas.

Esse impulso é compreensível, mas precisa ser controlado.

Interromper o atendimento sem orientação jurídica pode gerar consequências graves, muitas vezes piores do que a própria ameaça de processo.

Neste momento, a decisão de continuar, encerrar ou transferir o atendimento não é apenas médica, é também jurídica.

Por que não se deve interromper o atendimento de forma precipitada?

A legislação, os códigos de ética médica e o entendimento dos tribunais são claros: o médico não pode abandonar o paciente.

A interrupção abrupta do atendimento, especialmente quando ainda existe necessidade assistencial, pode ser interpretada como abandono de paciente, gerando responsabilidade ética, civil e até penal.

Quando o médico encerra o atendimento sem critérios e sem respaldo jurídico, ele cria um novo problema, independente de existir ou não erro médico anterior.

O risco de caracterização de abandono de paciente

O que é considerado abandono de paciente?

O abandono ocorre quando o médico deixa de prestar assistência sem garantir a continuidade do cuidado, sem aviso prévio adequado ou sem encaminhamento seguro para outro profissional ou serviço de saúde.

Mesmo diante de conflitos, ameaças ou desgaste emocional, o dever assistencial permanece enquanto houver risco à saúde do paciente.

Consequências do abandono

Se caracterizado o abandono, o médico pode enfrentar:

  • Processo ético no Conselho Regional de Medicina;
  • Ação judicial por danos morais e materiais;
  • Agravamento da tese do paciente em eventual processo por erro médico;
  • Danos à reputação profissional.

Muitas vezes, o paciente que inicialmente apenas ameaçava processar passa a ter um argumento sólido contra o médico justamente pela interrupção indevida do atendimento.

Quando o atendimento pode ser encerrado de forma segura

Encerramento com critérios técnicos e jurídicos

O atendimento pode ser encerrado, desde que sejam observados alguns cuidados essenciais:

  • Alta médica devidamente fundamentada;
  • Registro claro e detalhado no prontuário;
  • Comunicação formal e respeitosa ao paciente;
  • Encaminhamento para outro profissional ou serviço, quando necessário;
  • Tempo razoável para que o paciente dê continuidade ao tratamento.

Esses critérios precisam ser analisados caso a caso e, preferencialmente, com orientação jurídica.

Situações excepcionais

Existem situações em que a continuidade do atendimento se torna inviável, como quebra total de confiança ou comportamento agressivo do paciente.

Ainda assim, o encerramento deve ser planejado, documentado e juridicamente orientado, nunca impulsivo.

O que pode acontecer se o médico interromper o atendimento sem orientação?

A interrupção indevida do atendimento costuma ser explorada de forma intensa em processos judiciais.

Alguns desdobramentos comuns são:

  • O foco do processo deixa de ser o tratamento e passa a ser o abandono;
  • O paciente passa a se apresentar como vítima de negligência;
  • O médico perde força na defesa, mesmo que o tratamento tenha sido adequado;
  • O risco de condenação aumenta consideravelmente.

Em muitos casos, o erro não está no ato médico, mas na forma como o profissional reagiu após a ameaça.

Para Ilustrar

Imagine um médico que acompanha um paciente em tratamento contínuo.

Após uma intercorrência, o paciente se mostra insatisfeito e ameaça processar.

Sentindo-se pressionado, o médico comunica que não irá mais atendê-lo a partir daquele momento, sem alta formal, sem encaminhamento e sem registro adequado.

Dias depois, o paciente procura outro serviço em situação agravada.

No processo judicial, o principal argumento não é o suposto erro inicial, mas o abandono do tratamento.

O médico, que poderia ter se defendido com tranquilidade, passa a responder por uma conduta muito mais difícil de justificar.

Não interromper o atendimento é uma estratégia de proteção

O quarto passo é sobre agir com responsabilidade e estratégia.

Interromper o atendimento sem orientação jurídica pode transformar uma ameaça em um processo grave e difícil de reverter.

Antes de qualquer decisão, procure um advogado especialista em Direito Médico.

Essa orientação não apenas protege seus direitos, mas também preserva sua carreira, sua reputação e sua tranquilidade profissional.

 

 

  1. 5º Passo: Entenda que o Médico também tem direitos.

Quando um paciente ameaça processar, muitos médicos passam a agir apenas com medo, acreditando que só o paciente possui direitos.

Esse é um equívoco perigoso.

O médico também é titular de direitos legais, éticos e constitucionais, e conhecê-los é fundamental para se proteger, agir com segurança e evitar prejuízos injustos.

Neste momento, o conhecimento jurídico deixa de ser opcional e passa a ser uma ferramenta de defesa profissional.

Por que é tão importante o médico conhecer os próprios direitos?

A falta de conhecimento sobre os próprios direitos faz com que o médico:

  • Admita responsabilidades que não existem;
  • Tome decisões precipitadas por medo;
  • Tolere abusos do paciente;
  • Produza provas contra si mesmo;
  • Abra mão de uma defesa sólida.

Quando o médico conhece seus direitos, ele muda completamente a forma de agir.

Passa a atuar com equilíbrio, firmeza e segurança jurídica, sem comprometer a assistência ao paciente.

Quais são os principais direitos do médico diante de uma ameaça de processo?

Direito à ampla defesa e ao contraditório

O médico tem direito de se defender de qualquer acusação, seja em processo judicial, administrativo ou ético.

Nenhuma versão apresentada pelo paciente é absoluta ou definitiva.

Toda acusação deve ser provada, e o médico tem o direito de apresentar sua versão dos fatos, documentos, prontuários e provas técnicas.

Direito ao exercício profissional com autonomia técnica

O médico não é obrigado a realizar procedimentos que considere inadequados, inseguros ou sem indicação clínica.

A autonomia técnica é protegida por lei e pelos códigos de ética.

A discordância do paciente quanto à conduta adotada não caracteriza, por si só, erro médico.

Direito à preservação da honra, imagem e reputação profissional

O médico tem direito à proteção de sua imagem e reputação.

Acusações públicas, difamações em redes sociais, ameaças ou exposições indevidas podem gerar responsabilidade civil por parte do paciente.

O profissional não precisa aceitar ataques à sua honra como algo natural.

Direito de limitar a comunicação e exigir tratamento respeitoso

O médico não é obrigado a tolerar ofensas, ameaças ou comportamento agressivo.

É legítimo limitar a comunicação, estabelecer canais formais e exigir respeito, sempre sem comprometer a continuidade assistencial e com orientação jurídica adequada.

Direito ao sigilo profissional e à correta utilização do prontuário

O prontuário pertence ao paciente, mas sua elaboração é um ato médico.

O profissional tem direito de registrar os fatos de forma técnica, fiel e completa, sem pressões externas.

O sigilo profissional também protege o médico contra exposições indevidas.

O que pode acontecer quando o médico ignora os próprios direitos?

Quando o médico não conhece ou não exerce seus direitos, os riscos aumentam significativamente:

  • O paciente assume controle total da narrativa dos fatos;
  • O médico se fragiliza emocionalmente e juridicamente;
  • Erros inexistentes passam a parecer reais;
  • A defesa se torna difícil ou inconsistente;
  • O impacto financeiro e emocional se torna maior.

Em muitos processos, a condenação não ocorre por falha técnica, mas pela postura defensiva equivocada do médico ao longo do conflito.

Para Ilustrar

Imagine um médico que, após uma ameaça de processo, passa a aceitar exigências indevidas do paciente, realiza procedimentos contra sua convicção técnica e envia mensagens explicativas excessivas, tentando evitar o conflito.

Mais adiante, o paciente ajuíza a ação e utiliza essas mensagens e condutas como prova de insegurança e suposta culpa.

O médico, por desconhecer seus direitos, acabou fortalecendo a tese do paciente contra si mesmo.

Se esse profissional tivesse compreendido que possui autonomia técnica e direito à defesa, teria agido com muito mais segurança desde o início.

O médico não está desamparado

O quinto passo é compreender que o médico não está sozinho nem desprotegido.

A legislação, a ética médica e o Poder Judiciário reconhecem que o profissional da saúde também possui direitos e merece proteção.

Diante de qualquer ameaça de processo, não aja apenas como médico, aja também como profissional amparado pelo Direito.

Contar com Advogados Especialistas em Defesa Ética Médica é o caminho mais seguro para preservar sua carreira, sua reputação e sua tranquilidade.

 

 

Conclusão

Como vimos ao longo deste post, ser ameaçado de processo por um paciente é uma das situações mais angustiantes da carreira médica.

O medo, a insegurança e a sensação de injustiça costumam levar o profissional a decisões impulsivas, que acabam agravando o problema.

Por isso, seguir um passo a passo claro e juridicamente orientado faz toda a diferença.

Felizmente, agora você já sabe o que fazer quando um paciente ameaça te processar.  

Afinal, como Advogados Especialistas em Defesa Ética Médica, nós mostramos:

  • 1º Passo: Busque o auxílio de Advogados Especialistas
  • 2º Passo: Preserve o prontuário médico e toda a documentação
  • 3º Passo: Limite a comunicação com o paciente
  • 4º Passo: Não interrompa o atendimento sem orientação jurídica
  • 5º Passo: Entenda que o Médico também tem direitos

Esses passos formam uma estratégia de proteção profissional, ética e jurídica.

Leia também:

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Defesa Médica: 5 Erros que podem custar a sua carreira.

Diante de qualquer ameaça de processo, a melhor decisão é buscar orientação jurídica especializada. Agir com estratégia desde o início é a forma mais eficaz de preservar sua carreira, sua reputação e sua tranquilidade profissional.

Estamos aqui para ajudar.

Até o próximo conteúdo.

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