Ublituximabe (Briumvi): Indicação, Acesso, Direitos dos Pacientes.

Ublituximabe (Briumvi): Indicação, Acesso, Direitos dos Pacientes.

UBLITUXIMABE, comercialmente conhecido como BRIUMVI, é um medicamento imunobiológico de terapia-alvo indicado para o tratamento de formas recorrentes da esclerose múltipla, incluindo síndrome clinicamente isolada, doença remitente-recorrente e doença secundariamente progressiva ativa em adultos.

Trata-se de uma terapia moderna desenvolvida para atuar diretamente no sistema imunológico, especialmente sobre os linfócitos B CD20 positivos, células que desempenham papel importante nos processos inflamatórios e autoimunes relacionados à progressão da esclerose múltipla.

O medicamento representa um importante avanço terapêutico no controle da atividade da doença, especialmente em pacientes que apresentam surtos recorrentes e progressão clínica significativa.

O Umblituximabe age promovendo a destruição seletiva dos linfócitos B envolvidos na resposta imunológica inadequada que ataca o sistema nervoso central, contribuindo para reduzir a atividade inflamatória, diminuir a ocorrência de novos surtos, retardar a progressão da incapacidade física e reduzir a formação de novas lesões cerebrais identificadas em exames de ressonância magnética.

Devido ao seu elevado custo, muitos pacientes enfrentam dificuldades para obtê-lo, recorrendo frequentemente a ações judiciais para garantir seu acesso.

Indicações do Ublituximabe (Briumvi).

O Ublituximabe (Briumvi) é indicado para o tratamento de várias condições, incluindo:

Esclerose Múltipla Remitente-Recorrente (EMRR)

Uma das principais indicações do Ublituximabe é o tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente, considerada a forma mais comum da doença.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune crônica que afeta o sistema nervoso central, provocando processos inflamatórios que danificam a bainha de mielina responsável pela proteção dos nervos.

Pacientes podem apresentar sintomas como fadiga intensa, alterações visuais, perda de equilíbrio, fraqueza muscular, dificuldades motoras, dormências, formigamentos e comprometimento cognitivo.

Em muitos casos, os surtos neurológicos podem gerar impacto significativo na qualidade de vida e na capacidade funcional do paciente.

O Briumvi atua reduzindo a atividade dos linfócitos B CD20 positivos envolvidos nos processos inflamatórios da doença, contribuindo para diminuir a frequência dos surtos e retardar a progressão da incapacidade física.

Síndrome Clinicamente Isolada (CIS)

O Ublituximabe também pode ser indicado para pacientes com síndrome clinicamente isolada, considerada um primeiro episódio neurológico sugestivo de esclerose múltipla.

Essa condição pode se manifestar por sintomas como neurite óptica, alterações sensitivas, dificuldades de coordenação motora, fraqueza muscular e outros sinais relacionados à inflamação do sistema nervoso central.

Em muitos casos, a síndrome clinicamente isolada representa estágio inicial da esclerose múltipla, exigindo acompanhamento especializado e tratamento precoce para reduzir o risco de evolução da doença.

O medicamento atua controlando os mecanismos imunológicos responsáveis pela atividade inflamatória neurológica.

Esclerose Múltipla Secundariamente Progressiva Ativa

Outra importante indicação do Ublituximabe envolve pacientes com esclerose múltipla secundariamente progressiva ativa.

Nessa fase da doença, ocorre agravamento progressivo dos sintomas neurológicos associado à continuidade da atividade inflamatória e à ocorrência de novos surtos.

Entre os sintomas mais comuns estão dificuldades de locomoção, perda de força muscular, alterações urinárias, fadiga intensa, comprometimento cognitivo e perda gradual da autonomia funcional.

O tratamento busca reduzir a progressão da incapacidade física, controlar a atividade da doença e preservar a qualidade de vida do paciente pelo maior tempo possível.

Esclerose Múltipla Recorrente Ativa

O Briumvi também é indicado para formas recorrentes ativas da esclerose múltipla, caracterizadas pela persistência da atividade inflamatória identificada clinicamente ou por exames de imagem.

Pacientes podem apresentar surtos frequentes, formação de novas lesões cerebrais e piora progressiva dos sintomas neurológicos.

O medicamento atua diretamente sobre os mecanismos imunológicos envolvidos no desenvolvimento da doença, contribuindo para maior controle da atividade inflamatória no sistema nervoso central.

Pacientes com Alta Atividade Inflamatória da Doença

Outra situação em que o Ublituximabe pode ser indicado envolve pacientes com esclerose múltipla altamente ativa, especialmente nos casos de surtos frequentes, rápida progressão clínica ou surgimento de novas lesões em exames de ressonância magnética.

Nessas situações, o objetivo terapêutico é controlar de forma mais intensa os processos inflamatórios responsáveis pelos danos neurológicos cumulativos.

Por se tratar de uma terapia imunobiológica moderna, o Briumvi representa importante alternativa terapêutica para pacientes que necessitam de tratamento mais eficaz e individualizado.

Casos com Falha ou Resposta Insuficiente a Outros Tratamentos

O Ublituximabe ainda pode ser indicado para pacientes que apresentaram resposta inadequada, intolerância ou falha terapêutica com outros medicamentos utilizados no tratamento da esclerose múltipla.

Em muitos casos, determinados pacientes continuam apresentando surtos, progressão da incapacidade física ou atividade inflamatória mesmo após tratamentos anteriores.

O medicamento pode representar importante alternativa terapêutica para pacientes com doença de difícil controle clínico, especialmente diante da necessidade de terapias imunológicas mais modernas e direcionadas.

A indicação médica deve sempre considerar fatores como tipo de esclerose múltipla, atividade da doença, histórico terapêutico, exames de imagem, resposta clínica e condições gerais de saúde do paciente.

Essas indicações são respaldadas por estudos clínicos e aprovações regulatórias, conforme detalhado na bula oficial do medicamento.

Acesso ao Ublituximabe (Briumvi) pelo SUS e Planos de Saúde.

Devido ao elevado custo do Regorafenibe (Stivarga) muitos pacientes buscam seu fornecimento através do Sistema Único de Saúde (SUS) ou planos de saúde privados.

No entanto, é comum enfrentarem negativas, seja pela ausência do medicamento nas listas oficiais de dispensação do SUS ou por restrições impostas pelos planos de saúde.

Em situações onde há recusa no fornecimento, os pacientes podem recorrer ao judiciário para garantir o acesso ao tratamento. Decisões judiciais têm frequentemente determinado que tanto o SUS quanto os planos de saúde forneçam o Regorafenibe (Stivarga) a necessidade médica e a ausência de alternativas terapêuticas eficazes.

O que é e como funciona a liminar contra o SUS ou Planos de Saúde.

Uma liminar é uma decisão judicial provisória concedida no início de um processo, destinada a assegurar um direito urgente que, se não atendido de imediato, pode resultar em dano irreparável ou de difícil reparação.

No contexto de fornecimento de medicamentos como o Ublituximabe (Briumvi) a liminar pode ser solicitada para que o SUS ou o plano de saúde forneça o medicamento antes da conclusão definitiva do processo.

Para obter uma liminar, é necessário:

  • Relatório Médico Detalhado: Documento que ateste a necessidade urgente do medicamento, a ineficácia de outros tratamentos e os riscos à saúde sem o uso do Ublituximabe (Briumvi).
  • Comprovação da Negativa: Prova de que o SUS ou o plano de saúde recusou o fornecimento do medicamento.
  • Assistência Jurídica Especializada: Um advogado especializado em direito à saúde pode elaborar o pedido de liminar fundamentado para ser apresentado ao juiz.

A liminar, se concedida, obriga o SUS ou o plano de saúde a fornecer o medicamento imediatamente, mesmo que o processo principal ainda esteja em andamento.

Existem decisões favoráveis ao fornecimento do Ublituximabe (Briumvi).

Sim, há diversas decisões judiciais favoráveis ao fornecimento do Ublituximabe (Briumvi).

Vejamos:

 

 

O SUS ou Plano de Saúde não quer cumprir a liminar, o que fazer?

Se o SUS ou o plano de saúde não cumprir a liminar, é possível:

  • Comunicar o Descumprimento ao Juiz: Informar ao juiz responsável pelo caso sobre o não cumprimento da liminar.
  • Solicitar a Aplicação de Multa: Pedir ao juiz que imponha uma multa diária pelo descumprimento da ordem judicial.
  • Requerer Medidas Coercitivas: Solicitar outras medidas que obriguem o cumprimento, como o bloqueio de valores das contas do ente público ou do plano de saúde para a aquisição do medicamento.

 É fundamental contar com o apoio de Advogados Especialistas em Medicamentos de Alto Custo, para tomar as medidas legais cabíveis e garantir o cumprimento da decisão judicial.

Considerações Finais

O Ublituximabe (Briumvi), representa um avanço expressivo no tratamento de diferentes tipos de câncer avançado e metastático, especialmente em casos de câncer colorretal metastático, tumor estromal gastrointestinal (GIST) e carcinoma hepatocelular avançado, enfermidades que frequentemente apresentam elevada agressividade, progressão tumoral acelerada e limitação terapêutica após falha de tratamentos convencionais.

Seu desenvolvimento trouxe uma nova perspectiva no manejo dessas neoplasias malignas, muitas vezes associadas à disseminação metastática, comprometimento funcional progressivo e impacto significativo sobre a qualidade de vida, a autonomia e o bem-estar físico e emocional dos pacientes.

Diferentemente de abordagens terapêuticas tradicionais, como determinados protocolos quimioterápicos que atuam de forma mais ampla sobre células em divisão, o Regorafenibe introduziu uma estratégia moderna e altamente direcionada. Trata-se de uma terapia-alvo desenvolvida para atuar especificamente sobre mecanismos celulares relacionados ao crescimento, à vascularização e à proliferação das células cancerígenas.

Seu mecanismo de ação envolve a inibição de múltiplas proteínas e enzimas relacionadas ao desenvolvimento tumoral e à formação de vasos sanguíneos responsáveis por nutrir o câncer. Ao bloquear essas vias celulares, o medicamento contribui para dificultar a multiplicação das células tumorais e retardar a progressão da doença.

Essa atuação direcionada permite interferir diretamente em processos biológicos responsáveis pelo crescimento tumoral e pela disseminação das células malignas, possibilitando maior controle da evolução do câncer, especialmente em pacientes com doença avançada, metastática ou resistente a tratamentos previamente utilizados.

Com isso, o tratamento pode contribuir para redução da progressão tumoral, maior controle das metástases e preservação da funcionalidade e da qualidade de vida do paciente ao longo da terapia oncológica.

Além do impacto clínico direto sobre o controle do câncer, o uso do Stivarga também representa um importante avanço no campo das terapias-alvo personalizadas, ampliando as possibilidades terapêuticas para pacientes que necessitam de tratamentos mais específicos, modernos e potencialmente mais eficazes diante de doenças de alta complexidade clínica.

Estudos clínicos demonstram que o medicamento pode proporcionar maior controle da progressão tumoral, aumento do tempo de resposta terapêutica e melhora do controle clínico em determinados tipos de câncer avançado, fatores que contribuem diretamente para preservação da estabilidade clínica, da autonomia e da qualidade de vida dos pacientes durante o tratamento.

Entretanto, apesar de sua relevância terapêutica, o elevado custo do medicamento ainda representa um grande obstáculo para muitos pacientes.

Em razão disso, não são raras as situações em que há necessidade de buscar o fornecimento do tratamento por meio do plano de saúde ou até mesmo através de medidas judiciais, especialmente quando existe prescrição médica fundamentada demonstrando a imprescindibilidade do medicamento para o controle da doença e preservação da vida do paciente.

Diante dos desafios para seu acesso, é crucial que os pacientes estejam cientes de seus direitos e busquem orientação jurídica adequada para garantir o tratamento necessário.

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