O que fazer quando o Plano de Saúde nega Cirurgia?

O que fazer quando o Plano de Saúde nega Cirurgia?

Receber a notícia de que o plano de saúde negou a autorização de uma cirurgia pode ser um momento de muita angústia.

Afinal, quando existe uma indicação médica, normalmente não estamos falando de um procedimento opcional ou que possa simplesmente ser adiado.

Estamos falando da saúde, do tratamento e, muitas vezes, da própria qualidade de vida do paciente.

Mas é importante que você saiba desde o início: a negativa do plano de saúde não significa, necessariamente, que você perdeu o direito à cirurgia.

Pensando nisso, preparamos esse post especialmente para você!

Como Advogados Especialistas em Cobertura Negada Plano de Saúde, nós explicamos tudo sobre O que fazer quando o Plano de Saúde nega Cirurgia.

Dá só uma olhada:

1º Passo: Buscar o auxílio de Advogados Especialistas em Cobertura Negada Plano de Saúde.

2º Passo: Peça a negativa do Plano de Saúde por escrito.

3º Passo: Solicite um Relatório Médico detalhado.

4º Passo: Reúna todos os documentos do tratamento.

5º Passo: Descubra exatamente por que o Plano de Saúde negou a Cirurgia.

6º Passo: Entrar com uma Ação Judicial contra o Plano de Saúde para conseguir a Cirurgia.

Então, vamos ao que interessa?

O que fazer quando o Plano de Saúde nega Cirurgia?

A negativa do plano de saúde não deve ser encarada automaticamente como o fim da possibilidade de realização do tratamento.

O primeiro passo é documentar tudo.

A negativa deve ser formalizada, o motivo da recusa deve ser identificado e a indicação médica precisa estar muito bem demonstrada.

Depois disso, é possível avaliar as medidas administrativas e, conforme o caso, a adoção de medidas judiciais.

Quando existe urgência, risco de agravamento, possibilidade de sequelas ou risco à vida, a situação exige ainda mais atenção.

O auxílio de Advogados Especialistas em Cobertura Negada Plano de Saúde pode ser fundamental para analisar a legalidade da negativa, reunir as provas necessárias e definir a estratégia adequada para buscar a autorização e o custeio da cirurgia.

1º Passo: Buscar o auxílio de Advogados Especialistas em Cobertura Negada Plano de Saúde.

Receber uma negativa do plano de saúde para uma cirurgia indicada pelo médico é uma situação que costuma gerar medo, insegurança e, principalmente, muitas dúvidas.

Antes de sair tentando resolver o problema sozinho, procure um Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde.

O tempo é um fator extremamente importante.

Por que é tão importante procurar um Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde logo após a negativa da cirurgia?

Quando o plano de saúde nega um procedimento, normalmente apresenta uma justificativa.

O problema é que o consumidor nem sempre consegue identificar se aquela justificativa é realmente válida.

A operadora pode alegar, por exemplo:

  • que a cirurgia não está coberta pelo contrato;
  • que o procedimento não está previsto no Rol da ANS;
  • que o procedimento seria experimental;
  • que determinada técnica não possui cobertura;
  • que determinado material não está coberto;
  • que o paciente não preenche determinada Diretriz de Utilização;
  • que existe carência;
  • que o procedimento é estético;
  • que não há indicação suficiente;
  • que existe divergência entre médicos;
  • que o procedimento não faz parte da cobertura contratada.

Para o beneficiário, a negativa pode parecer definitiva.

Para um Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde, entretanto, ela é apenas o ponto de partida da análise jurídica.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde poderá verificar se a justificativa apresentada pela operadora realmente encontra respaldo no contrato e na legislação aplicável.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde vai analisar muito mais do que a negativa do plano

Um dos principais erros do beneficiário é olhar apenas para a frase escrita pelo plano de saúde.

A análise precisa ser muito mais ampla.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde poderá examinar:

  • o contrato do plano;
  • a segmentação assistencial contratada;
  • a data de contratação;
  • eventual adaptação ou migração do contrato;
  • a doença apresentada pelo paciente;
  • os exames realizados;
  • o relatório médico;
  • o pedido de cirurgia;
  • a urgência do procedimento;
  • os riscos decorrentes da demora;
  • o procedimento efetivamente solicitado;
  • os materiais eventualmente necessários;
  • a justificativa apresentada pela operadora;
  • o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS;
  • eventual Diretriz de Utilização aplicável;
  • a legislação dos planos de saúde;
  • o Código de Defesa do Consumidor, quando aplicável;
  • a jurisprudência pertinente;
  • a possibilidade de uma medida administrativa;
  • a possibilidade de uma ação judicial;
  • a necessidade de pedido de tutela de urgência.

Ou seja, não basta saber que o plano negou a cirurgia. É necessário descobrir se essa negativa é juridicamente válida.

Quais são os riscos de não procurar um Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde?

Essa é uma questão que merece bastante atenção.

O primeiro risco é aceitar uma negativa indevida

O beneficiário pode acreditar que a palavra do plano de saúde é definitiva.

Não é necessariamente.

A operadora apresentou uma decisão administrativa.

Essa decisão pode ser analisada e, conforme o caso, contestada.

O segundo risco é perder tempo

Em situações envolvendo saúde, tempo pode ser muito importante.

Se existe risco de agravamento, ficar semanas tentando resolver o problema sem uma estratégia definida pode ser prejudicial.

O terceiro risco é não produzir provas importantes

Sem orientação, o beneficiário pode:

  • não pedir a negativa por escrito;
  • não guardar protocolos;
  • não solicitar documentos;
  • não organizar os relatórios médicos;
  • não registrar adequadamente as respostas do plano.

Depois, recuperar essas informações pode ser mais difícil.

O quarto risco é tomar uma decisão precipitada

Uma das decisões mais comuns é: "Se o plano não vai pagar, vou fazer a cirurgia particular e depois resolvo."

Cuidado.

Dependendo da situação, assumir uma despesa particular antes de avaliar juridicamente o caso pode não ser a melhor estratégia.

Por isso, antes de pagar uma cirurgia de valor elevado, converse com Advogados Especialistas em Cobertura Negada Plano de Saúde.

O quinto risco é acreditar que basta reclamar na ANS

A ANS pode ser um importante instrumento administrativo.

Mas nem sempre a reclamação administrativa será suficiente para resolver rapidamente uma situação urgente.

É preciso avaliar o caso concreto.

Plano de saúde negou cirurgia: não espere a situação se agravar para procurar ajuda!

Não trate a negativa como uma decisão definitiva sem antes verificar se ela é legal.

O plano de saúde possui regras, contratos e procedimentos administrativos, mas o beneficiário também possui direitos.

A primeira providência deve ser organizar a documentação e procurar a orientação de Advogados Especialistas em Cobertura Negada Plano de Saúde.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde poderá analisar o seu caso de maneira individualizada, verificar a justificativa apresentada pela operadora, examinar a indicação médica, avaliar a urgência, orientar sobre as medidas administrativas e verificar se existe fundamento para buscar uma solução judicial.

Se for necessário ingressar com uma ação, a documentação médica e a demonstração da negativa serão elementos importantes para a análise do caso.

E quando houver urgência, o fator tempo pode ser decisivo.

2º Passo: Peça a negativa do Plano de Saúde por escrito.

Se o plano de saúde negou a cirurgia indicada pelo seu médico, existe uma providência que você deve tomar imediatamente: peça a negativa de cobertura por escrito e de forma detalhada.

Esse documento é muito importante porque transforma aquilo que muitas vezes foi apenas uma informação dada pelo telefone, aplicativo, atendimento presencial ou canal eletrônico em um registro formal da decisão da operadora.

A negativa por escrito é uma prova importante

Esse é um dos principais motivos pelos quais recomendo que o beneficiário peça a negativa formal.

Ela pode se tornar um documento fundamental para a defesa dos seus direitos.

Imagine que você precise discutir a negativa administrativamente ou judicialmente.

Será muito mais fácil demonstrar o que aconteceu quando você possui um documento no qual a própria operadora informa:

  • qual procedimento foi solicitado;
  • quando a solicitação foi realizada;
  • qual foi a decisão;
  • qual foi o motivo da negativa;
  • qual fundamento foi utilizado;
  • qual protocolo está relacionado ao pedido.

A negativa, portanto, não é apenas um papel.

Ela pode ser uma das principais provas da conduta adotada pelo plano de saúde.

O que deve constar na negativa do plano de saúde?

O beneficiário deve ficar atento à qualidade da informação fornecida.

A negativa deve permitir compreender, de maneira objetiva, qual foi o motivo da recusa.

Dependendo da situação, é importante verificar se o documento identifica:

Qual procedimento foi negado

A negativa deve deixar claro qual cirurgia ou procedimento foi objeto da solicitação.

Qual foi o motivo da negativa

Esse é um dos pontos mais importantes.

O plano deve informar por que não autorizou o procedimento.

Qual fundamento está sendo utilizado

Se a operadora estiver alegando uma cláusula contratual, por exemplo, é importante identificar qual é o fundamento utilizado.

Qual solicitação está sendo analisada

Protocolos e registros ajudam a vincular a negativa ao pedido médico realizado.

Qual foi a data da decisão

Essa informação também pode ser importante para documentar a cronologia do caso.

Não aceite simplesmente uma negativa genérica

Esse ponto merece destaque.

Se você perguntar: "Por que minha cirurgia foi negada?"

e receber como resposta: "Não está coberto."

Pergunte: "Qual é o fundamento específico da negativa?"

Se a resposta for: "É uma exclusão contratual."

Peça: "Qual cláusula contratual fundamenta a negativa?"

Se a resposta for: "Não está no Rol da ANS."

Peça que isso seja formalizado por escrito.

O objetivo é deixar registrado exatamente qual é a justificativa da operadora.

Essa informação será importante para que um advogado possa analisar a legalidade ou não da negativa.

Como pedir a negativa do plano de saúde por escrito?

Você pode solicitar a negativa pelos canais disponibilizados pela própria operadora.

Dependendo do plano, isso poderá ser feito por:

  • aplicativo;
  • site;
  • telefone;
  • SAC;
  • Ouvidoria;
  • e-mail;
  • atendimento presencial;
  • outros canais oficiais disponibilizados pela operadora.

O mais importante é deixar registrado que você solicitou a negativa formal.

Guarde o protocolo do atendimento

Sempre que fizer uma solicitação ao plano de saúde, guarde o protocolo.

Anote:

  • número do protocolo;
  • data;
  • horário;
  • canal utilizado;
  • nome do atendente, quando informado;
  • conteúdo da resposta;
  • prazo informado pela operadora.

Se houver uma conversa por aplicativo, e-mail ou outro canal eletrônico, guarde também os registros.

Faça capturas de tela quando necessário.

A ideia é construir uma documentação cronológica do que aconteceu.

O que fazer se o plano de saúde se recusar a fornecer a negativa por escrito?

Se a operadora não entregar a negativa, você deve documentar a recusa e procurar orientação jurídica.

O caminho pode envolver algumas providências.

Anote o protocolo da recusa

Se o pedido foi feito por telefone, anote o número do protocolo.

Não encerre o atendimento sem registrar essa informação.

Solicite novamente a negativa

Faça uma nova solicitação por um canal que permita deixar registro.

Se o plano possui aplicativo, área do beneficiário, e-mail ou Ouvidoria, utilize o canal disponível.

Procure a Ouvidoria da operadora

A Ouvidoria pode ser utilizada para solicitar a reanálise da situação e registrar formalmente a reclamação.

Guarde também o protocolo dessa solicitação.

Registre reclamação perante a ANS

Caso a questão não seja solucionada, o beneficiário poderá avaliar o registro de reclamação perante a Agência Nacional de Saúde Suplementar.

A ANS possui a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), mecanismo utilizado para intermediar determinadas reclamações dos beneficiários junto às operadoras.

É importante, entretanto, não confundir essa providência administrativa com uma ação judicial.

E se a operadora disser que a negativa só pode ser consultada pelo aplicativo?

Nesse caso, procure obter uma cópia ou captura da informação.

Se o aplicativo apresentar: "Procedimento não autorizado."

registre a tela.

Se houver uma justificativa, registre também.

Guarde a data e, se possível, o número da solicitação.

O objetivo é preservar a informação que foi efetivamente apresentada pela operadora.

Não confie apenas na possibilidade de consultar novamente o aplicativo no futuro.

Faça o registro enquanto a informação está disponível.

Por que o Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde é tão importante nesse momento?

Aqui está um ponto fundamental.

O beneficiário pode pensar: "Eu já tenho a negativa. Agora é só reclamar."

Mas não necessariamente.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde poderá analisar o conteúdo da negativa e não apenas o fato de ela existir.

Isso faz uma enorme diferença.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde vai identificar se o motivo da negativa faz sentido juridicamente

Imagine que a operadora diga: "Procedimento não coberto pelo contrato."

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde poderá verificar:

  • qual contrato foi celebrado;
  • qual é a segmentação do plano;
  • qual procedimento foi solicitado;
  • qual cláusula está sendo utilizada;
  • se a exclusão realmente se aplica;
  • quais normas legais incidem;
  • quais regras da ANS são pertinentes;
  • qual é a indicação médica;
  • se existem elementos que permitam contestar a negativa.

Agora imagine que o plano diga:

"Procedimento não previsto no Rol da ANS."

Novamente, a análise não termina aí.

É necessário verificar a legislação aplicável, a natureza do procedimento, a indicação médica e as circunstâncias concretas.

Por isso, a negativa deve ser interpretada juridicamente.

Para Ilustrar

Vamos imaginar uma situação muito comum.

Carlos precisa realizar uma cirurgia indicada por seu médico.

O hospital encaminha a solicitação ao plano.

Depois de alguns dias, Carlos recebe uma ligação:

"Senhor Carlos, infelizmente a cirurgia não foi autorizada."

Carlos pergunta:

"Qual o motivo?"

A atendente responde:

"O sistema não autorizou."

Carlos pergunta:

"Mas por que o sistema não autorizou?"

A resposta é:

"Não temos essa informação."

Carlos pede a negativa por escrito.

A atendente responde:

"Não fornecemos esse tipo de documento."

O que Carlos deve fazer?

Não deve simplesmente aceitar a situação.

Primeiro, deve guardar o protocolo daquele atendimento.

Depois, deve registrar nova solicitação pelos canais oficiais da operadora, pedindo expressamente a justificativa formal da negativa.

Também poderá recorrer à Ouvidoria e, conforme o caso, à ANS.

Mas, principalmente, se a cirurgia for necessária ou urgente, Carlos deve procurar um advogado especializado.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde poderá avaliar a documentação médica, a solicitação, os protocolos e a conduta da operadora.

Se houver fundamento jurídico, poderá orientar Carlos sobre as medidas administrativas e judiciais cabíveis.

Perceba que a própria recusa do plano em apresentar claramente a razão da negativa passa a fazer parte da documentação do caso.

Pediu a cirurgia, o plano negou? Peça a negativa por escrito

Se o plano de saúde negou a cirurgia que seu médico indicou, não fique apenas com uma resposta verbal.

Peça a negativa por escrito.

Guarde o protocolo.

Exija uma justificativa clara.

Organize os documentos.

E, principalmente, procure um Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde para analisar a situação.

A negativa escrita poderá ser fundamental para compreender o posicionamento do plano e para avaliar as medidas administrativas e judiciais disponíveis.

O próximo passo é entender qual foi o motivo da negativa e como esse motivo pode ser contestado.

3º Passo: Solicite um Relatório Médico detalhado.

Existe um terceiro passo extremamente importante: Solicite ao médico um relatório médico detalhado, explicando por que a cirurgia é necessária, qual procedimento foi indicado e quais são os riscos de não realizar o tratamento.

Esse documento pode ser fundamental para a defesa dos seus direitos.

Por que o relatório médico detalhado é tão importante quando o plano nega uma cirurgia?

Imagine que o plano de saúde tenha recebido apenas um pedido dizendo: "Solicito cirurgia para o paciente."

Esse documento pode não explicar suficientemente a situação.

Agora imagine que o médico apresente um relatório detalhado informando:

  • qual é o diagnóstico;
  • quais sintomas o paciente apresenta;
  • quais exames foram realizados;
  • qual doença foi identificada;
  • qual cirurgia foi indicada;
  • por que a cirurgia é necessária;
  • quais tratamentos anteriores foram realizados;
  • por que outras alternativas não são adequadas;
  • qual é a urgência do procedimento;
  • quais riscos existem em caso de atraso;
  • qual é o prognóstico;
  • quais materiais são necessários;
  • qual técnica foi indicada;
  • quais são as consequências da ausência do tratamento.

Perceba a diferença.

O segundo documento oferece uma visão muito mais completa da situação clínica.

E isso pode ser extremamente importante para o advogado analisar a negativa do plano de saúde e, quando necessário, apresentar a situação em uma reclamação administrativa ou em uma ação judicial.

O relatório médico pode ser uma das provas mais importantes do caso

Quando existe uma discussão sobre cobertura de cirurgia, a questão médica ocupa posição central.

A operadora pode afirmar que o procedimento não é necessário.

Pode dizer que existe outra alternativa.

Pode questionar determinada técnica.

Pode alegar que determinado procedimento não possui cobertura.

Pode sustentar que não estão preenchidos determinados critérios.

Pode alegar ausência de urgência.

Por isso, é muito importante que o médico responsável explique tecnicamente por que aquele tratamento foi indicado para aquele paciente.

O relatório médico detalhado ajuda a demonstrar a realidade clínica do beneficiário.

Em uma eventual ação judicial, esse documento poderá ser analisado juntamente com:

  • pedido cirúrgico;
  • exames;
  • laudos;
  • prontuários;
  • negativa do plano;
  • contrato;
  • protocolos;
  • demais documentos pertinentes.

Assim, o relatório médico não deve ser encarado como mera formalidade.

Ele pode ser uma peça fundamental para demonstrar a necessidade do tratamento.

O que deve constar em um relatório médico detalhado para cirurgia?

Não existe um modelo único que sirva para todas as situações.

O conteúdo dependerá da doença, do procedimento, da condição clínica e das circunstâncias específicas do paciente.

Entretanto, um relatório médico detalhado pode conter informações como as seguintes.

Identificação do paciente

O documento deve identificar adequadamente o paciente.

Podem constar, conforme necessário:

  • nome completo;
  • data de nascimento;
  • outros elementos de identificação pertinentes.

É importante que não exista dúvida sobre a quem o documento médico se refere.

Diagnóstico

O médico deve explicar qual é o diagnóstico do paciente.

Quando pertinente, poderá indicar o respectivo código da Classificação Internacional de Doenças (CID).

Mas é importante compreender que simplesmente informar o CID pode não ser suficiente.

O relatório deve explicar a condição clínica de maneira compreensível.

Por exemplo:

Não basta escrever: "Paciente com CID X."

É muito mais esclarecedor descrever a doença, sua evolução, seus sintomas e suas repercussões clínicas.

Histórico da doença

O médico pode explicar como a doença evoluiu.

Isso pode incluir:

  • quando os sintomas começaram;
  • evolução do quadro;
  • tratamentos realizados;
  • medicamentos utilizados;
  • procedimentos anteriores;
  • resposta aos tratamentos;
  • agravamento da condição.

Essas informações ajudam a demonstrar por que a cirurgia passou a ser indicada naquele momento.

Sintomas apresentados pelo paciente

O relatório pode descrever os sintomas relevantes.

Dependendo da doença, podem existir:

  • dor;
  • perda de mobilidade;
  • dificuldade respiratória;
  • sangramentos;
  • limitações funcionais;
  • alterações neurológicas;
  • perda de força;
  • comprometimento de órgãos;
  • outros sintomas relacionados à condição clínica.

O importante é que o médico descreva aquilo que efetivamente está presente no caso.

Exames realizados

O médico pode relacionar os exames relevantes que fundamentaram o diagnóstico e a indicação cirúrgica.

Podem ser mencionados, conforme o caso:

  • ressonância magnética;
  • tomografia;
  • ultrassonografia;
  • radiografia;
  • exames laboratoriais;
  • biópsias;
  • exames cardiológicos;
  • exames neurológicos;
  • outros exames pertinentes.

Sempre que necessário, os respectivos laudos devem acompanhar o relatório.

Indicação expressa da cirurgia

Esse é um dos pontos mais importantes.

O relatório deve deixar claro qual cirurgia foi indicada.

É importante evitar informações excessivamente genéricas.

O médico deve descrever, dentro de sua competência técnica, o procedimento recomendado para aquele paciente.

Justificativa médica para a cirurgia

Não basta escrever: "Indico cirurgia."

É importante explicar: Por que a cirurgia é necessária?

O médico poderá esclarecer:

  • qual é a finalidade do procedimento;
  • qual problema pretende solucionar;
  • por que o procedimento é indicado;
  • quais benefícios são esperados;
  • por que determinada técnica foi escolhida;
  • quais alternativas foram consideradas.

Essa justificativa pode ser especialmente importante quando o plano de saúde questiona a indicação.

Riscos da não realização da cirurgia

Esse ponto pode ser extremamente relevante.

O médico deve explicar, quando isso fizer parte de sua avaliação clínica:

O que pode acontecer se a cirurgia não for realizada?

Dependendo do caso, poderá existir risco de:

  • agravamento da doença;
  • perda funcional;
  • complicações;
  • progressão do quadro;
  • comprometimento de outros órgãos;
  • dor persistente;
  • necessidade de procedimento mais complexo posteriormente;
  • risco à vida.

É claro que o médico somente deve registrar os riscos que efetivamente correspondam à situação clínica do paciente.

O relatório não deve ser exagerado.

Deve ser técnico, verdadeiro e fundamentado.

Urgência ou necessidade de realização em determinado prazo

Se a cirurgia precisa ser realizada com urgência, isso deve ser claramente explicado.

Esse ponto pode fazer enorme diferença.

Não é a mesma coisa dizer: "Paciente necessita de cirurgia." e dizer: "Paciente necessita de realização do procedimento em caráter de urgência em razão do risco de agravamento do quadro clínico decorrente da demora."

Naturalmente, a afirmação precisa corresponder à realidade médica.

A urgência deve ser definida pelo profissional responsável pelo tratamento.

Tratamentos anteriores

Quando relevante, o médico poderá informar quais tratamentos já foram realizados.

Por exemplo:

  • medicamentos;
  • fisioterapia;
  • infiltrações;
  • procedimentos anteriores;
  • acompanhamento clínico;
  • outras terapias.

Isso pode ajudar a demonstrar por que a cirurgia passou a ser necessária.

Ineficácia ou insuficiência de tratamentos conservadores

Em determinados casos, o paciente já tentou tratamentos não cirúrgicos.

Se isso for relevante, o médico pode explicar:

  • quais tratamentos foram realizados;
  • por quanto tempo;
  • qual foi o resultado;
  • por que não foram suficientes;
  • por que a cirurgia passou a ser indicada.

Isso ajuda a demonstrar a evolução do tratamento.

Existência ou não de alternativas terapêuticas

Quando pertinente, o médico poderá esclarecer se existem alternativas.

Se houver outra opção, poderá explicar por que ela não é adequada para aquele paciente.

Essa informação pode ser especialmente importante quando o plano de saúde argumenta que existe tratamento alternativo.

Técnica cirúrgica indicada

Em determinadas situações, o plano de saúde pode questionar especificamente a técnica solicitada.

Por isso, quando for clinicamente relevante, o médico pode explicar:

  • qual técnica foi escolhida;
  • por que ela foi indicada;
  • quais benefícios apresenta;
  • por que outra técnica não é adequada;
  • quais particularidades existem no caso do paciente.

Novamente, tudo deve estar fundamentado na avaliação médica.

Materiais necessários para a cirurgia

Se houver necessidade de materiais específicos, o relatório pode indicar quais são e explicar sua finalidade.

Isso é especialmente relevante em cirurgias que envolvem:

  • órteses;
  • próteses;
  • dispositivos;
  • materiais especiais;
  • implantes;
  • equipamentos específicos.

O médico pode esclarecer por que determinado material é necessário para a realização adequada do procedimento.

Prognóstico

Quando pertinente, o médico pode apresentar informações sobre a evolução esperada do quadro.

Isso ajuda a contextualizar a necessidade do tratamento.

O relatório médico precisa dizer que o plano de saúde deve pagar a cirurgia?

Não.

Esse é um ponto muito importante.

O médico não precisa escrever argumentos jurídicos no relatório.

O papel do médico é explicar a situação clínica e justificar tecnicamente o tratamento indicado.

Não é necessário que o relatório contenha expressões jurídicas ou que o profissional discuta a validade da negativa contratual.

Isso será analisado pelo advogado.

O relatório deve responder principalmente: "Por que este paciente precisa desta cirurgia?"

E o advogado analisará: "Diante dessa indicação médica e da negativa apresentada pelo plano, quais são os direitos do beneficiário e quais medidas podem ser adotadas?"

Para Ilustrar

Vamos imaginar que João tenha uma doença ortopédica e seu médico indique uma cirurgia.

O primeiro documento diz apenas: "Paciente apresenta doença X. Indico tratamento cirúrgico."

João encaminha o documento ao plano.

A operadora nega a cirurgia.

Agora imagine um segundo relatório:

"Paciente apresenta diagnóstico de X, com evolução progressiva do quadro, dor persistente e limitação funcional. Foram realizados tratamentos conservadores durante determinado período, sem resposta satisfatória. Após avaliação clínica e análise dos exames apresentados, está indicada a realização do procedimento cirúrgico Y. A cirurgia é necessária para tratamento da condição apresentada pelo paciente. O adiamento do procedimento poderá acarretar agravamento do quadro e aumento das limitações funcionais, conforme avaliação clínica. A técnica indicada é necessária em razão das características específicas apresentadas pelo paciente."

Perceba que o segundo documento explica muito melhor a situação.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde terá mais elementos para compreender:

  • qual é a doença;
  • qual é a gravidade;
  • qual tratamento foi indicado;
  • por que ele é necessário;
  • quais tratamentos anteriores foram tentados;
  • qual é o risco da demora;
  • por que determinada técnica foi escolhida.

Isso pode fazer diferença na estratégia jurídica.

Plano de saúde negou cirurgia? O relatório médico é fundamental

Quando o plano de saúde nega uma cirurgia, o beneficiário precisa agir com organização e rapidez.

O primeiro passo é buscar orientação de Advogados Especialistas em Cobertura Negada Plano de Saúde.

O segundo é solicitar a negativa do plano de saúde por escrito e guardar todos os protocolos e documentos.

E o terceiro passo é solicitar um relatório médico detalhado.

Esse relatório deve explicar, de acordo com a avaliação do médico, qual é o diagnóstico, como a doença evoluiu, qual cirurgia foi indicada, por que o procedimento é necessário, quais tratamentos já foram realizados, quais são os riscos da demora e outras informações clínicas relevantes para o caso.

O documento médico será importante para que o advogado compreenda a situação e possa avaliar quais medidas administrativas ou judiciais são adequadas.

4º Passo: Reúna todos os documentos do tratamento.

Chega o momento de uma providência extremamente importante: Reunir todos os documentos relacionados ao tratamento e à negativa de cobertura.

Esse é o quarto passo porque, em uma situação de negativa de cirurgia, documentação é prova.

Quanto mais organizada estiver a documentação, mais fácil será compreender o que aconteceu, identificar a razão da negativa e avaliar quais medidas podem ser tomadas para defender o direito do paciente.

Os documentos ajudam a contar a história do paciente

Em uma eventual discussão administrativa ou judicial, os documentos podem demonstrar uma sequência muito importante:

  • Paciente apresentou determinado problema de saúde → procurou atendimento médico → realizou exames → recebeu diagnóstico → realizou tratamentos → médico indicou cirurgia → plano recebeu a solicitação → operadora negou o procedimento → beneficiário tentou solucionar a situação → negativa permaneceu.

Essa cronologia ajuda a demonstrar a realidade do caso.

E quanto mais grave ou urgente for a situação, mais importante é que essa história esteja bem documentada.

Quais documentos devem ser reunidos quando o plano nega cirurgia?

Não existe uma lista absolutamente fechada para todos os casos.

A documentação necessária dependerá do tipo de cirurgia, da doença, do contrato, do motivo da negativa e das circunstâncias específicas do paciente.

Mas, de maneira geral, recomendo reunir quatro grandes grupos de documentos:

  • documentos médicos;
  • documentos relacionados à solicitação da cirurgia;
  • documentos relacionados à negativa do plano;
  • documentos do contrato e do próprio beneficiário.

Vamos analisar cada um deles.

Relatório médico detalhado

Esse é um dos documentos mais importantes.

O relatório deve explicar, conforme a avaliação do médico:

  • qual é o diagnóstico;
  • qual é o quadro clínico;
  • quais sintomas existem;
  • como a doença evoluiu;
  • quais tratamentos já foram realizados;
  • qual cirurgia foi indicada;
  • por que a cirurgia é necessária;
  • quais são os riscos da ausência do tratamento;
  • se existe urgência;
  • se existe risco de agravamento;
  • qual técnica foi indicada;
  • quais materiais são necessários, quando aplicável;
  • outras informações médicas relevantes.

Como vimos no passo anterior, o relatório médico não deve ser genérico.

Ele deve permitir compreender a situação clínica do paciente.

Pedido médico da cirurgia

Guarde o pedido ou a solicitação médica do procedimento.

Esse documento ajuda a demonstrar:

  • qual procedimento foi solicitado;
  • quem fez a indicação;
  • quando o procedimento foi indicado;
  • eventual urgência;
  • informações relacionadas à cirurgia.

Exames

Reúna todos os exames relacionados à doença e ao tratamento.

Podem existir, dependendo do caso:

  • ressonância magnética;
  • tomografia;
  • ultrassonografia;
  • radiografia;
  • exames laboratoriais;
  • biópsias;
  • exames cardiológicos;
  • exames neurológicos;
  • exames anatomopatológicos;
  • outros exames relevantes.

Não descarte exames antigos simplesmente porque já possui exames mais recentes.

Dependendo do caso, o histórico pode ser importante para demonstrar a evolução da doença.

Laudos dos exames

Sempre que possível, guarde os laudos juntamente com os exames.

Não fique apenas com a imagem.

O laudo pode conter informações fundamentais para compreender o diagnóstico e a evolução do quadro.

Prontuário médico

O prontuário pode ser muito importante, principalmente em tratamentos prolongados.

Ele pode ajudar a demonstrar:

  • consultas realizadas;
  • evolução clínica;
  • diagnósticos;
  • tratamentos;
  • medicamentos;
  • procedimentos;
  • intercorrências;
  • avaliações médicas.

Se o tratamento ocorreu em diferentes estabelecimentos, pode ser necessário reunir documentos de diferentes locais.

Receitas e prescrições

Guarde receitas médicas relacionadas ao tratamento.

Elas podem ajudar a demonstrar quais medicamentos foram utilizados e quais medidas terapêuticas já foram adotadas.

Comprovantes de tratamentos anteriores

Se você já realizou:

  • fisioterapia;
  • sessões terapêuticas;
  • procedimentos;
  • tratamentos medicamentosos;
  • infiltrações;
  • consultas especializadas;
  • outros tratamentos,

guarde os documentos correspondentes.

Isso pode ajudar a demonstrar a evolução do tratamento e a eventual ausência de resposta satisfatória às medidas anteriores.

Documentos relacionados à cirurgia solicitada

Além da documentação médica, é importante reunir os documentos especificamente relacionados à cirurgia.

Solicitação de autorização

Guarde o pedido encaminhado ao plano de saúde.

Se o hospital ou médico fez a solicitação diretamente à operadora, peça uma cópia ou documento que permita demonstrar que a solicitação foi realizada.

Orçamento ou autorização do hospital

Se houver documento do hospital relacionado à cirurgia, guarde.

Pode incluir:

  • orçamento;
  • programação cirúrgica;
  • solicitação de internação;
  • indicação de materiais;
  • autorização prévia;
  • informações sobre a equipe médica.

Lista de materiais cirúrgicos

Se a cirurgia envolver materiais específicos, guarde a relação fornecida pelo médico ou hospital.

Isso pode ser importante quando a operadora autoriza parcialmente o procedimento, mas nega determinado material.

Documentos relacionados à negativa do plano de saúde

Agora chegamos a uma das partes mais importantes.

Negativa formal

Guarde a negativa fornecida pelo plano de saúde.

Não apague.

Não descarte.

Faça uma cópia.

Se possível, mantenha o documento original e uma versão digitalizada.

Protocolos

Guarde todos os protocolos relacionados ao caso.

Por exemplo:

  • protocolo da solicitação;
  • protocolo da negativa;
  • protocolo da Ouvidoria;
  • protocolo de reclamação;
  • protocolos de ligações;
  • protocolos de reanálise.

Eles ajudam a demonstrar quando os contatos foram realizados.

E-mails

Se o plano enviou mensagens por e-mail, guarde.

Não encaminhe simplesmente para outro endereço e depois apague o original.

Mantenha a mensagem completa.

Mensagens do aplicativo

Se a negativa apareceu no aplicativo do plano, faça registros da tela.

Guarde:

  • data;
  • informação apresentada;
  • número da solicitação;
  • justificativa;
  • demais dados disponíveis.

Conversas com o plano

Se você teve contato por canais digitais, preserve os registros.

Se a conversa estiver disponível apenas temporariamente, faça capturas de tela e guarde os arquivos.

Documentos do contrato do plano de saúde

Contrato

Se você possui uma cópia do contrato, entregue ao advogado.

Ele poderá analisar:

  • cobertura;
  • segmentação;
  • exclusões;
  • cláusulas;
  • data de contratação;
  • condições específicas.

Carteirinha do plano

Guarde uma cópia da carteirinha ou documento equivalente.

Comprovantes de pagamento

Dependendo do caso, os comprovantes podem ser importantes para demonstrar a manutenção do vínculo contratual.

Por isso, não descarte documentos relacionados ao pagamento do plano.

Documentos de adesão

Se existirem documentos de contratação, proposta, migração, adaptação ou alteração contratual, guarde-os também.

Documentos pessoais

Também podem ser necessários:

  • documento de identificação;
  • CPF;
  • comprovante de endereço;
  • documentos do titular;
  • documentos do dependente, quando aplicável.

O advogado poderá informar exatamente quais documentos serão necessários para a medida que estiver sendo avaliada.

E se o paciente não tiver o contrato do plano de saúde?

Não entre em desespero.

A ausência do contrato nas suas mãos não significa que você não possa procurar um Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde.

Procure o profissional mesmo assim.

Informe que você não possui o documento.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde poderá orientar sobre a melhor forma de obter as informações necessárias.

Além disso, existem outros documentos que podem ajudar a identificar a relação contratual, como carteirinha, boletos, comunicações da operadora e documentos de contratação.

O importante é não deixar de buscar orientação simplesmente porque um documento está faltando.

E, atenção!!

Não espere reunir todos os documentos para procurar um Advogado

Esse é um dos pontos mais importantes deste passo.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde poderá dizer exatamente quais documentos são mais importantes para o seu caso.

Talvez você esteja preocupado em conseguir um documento que tenha pouca relevância, enquanto existe outro documento fundamental que ainda não foi solicitado.

A orientação profissional ajuda a estabelecer prioridades.

Para Ilustrar

Vamos imaginar o caso de Ana.

Ana precisa realizar uma cirurgia.

O médico fez a indicação e o hospital solicitou autorização ao plano.

A operadora negou.

Ana procura um advogado e leva apenas a carteirinha do plano.

Ela não possui:

  • relatório médico;
  • negativa por escrito;
  • exames;
  • protocolo;
  • contrato.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde então orienta Ana.

Primeiro, ela solicita a negativa formal.

Depois, pede ao médico um relatório detalhado.

Em seguida, reúne os exames e laudos.

Também solicita os documentos do contrato e guarda os protocolos.

Agora existe uma documentação organizada.

É possível compreender:

  • qual é o diagnóstico → qual tratamento foi indicado → por que a cirurgia é necessária → qual foi a negativa → qual foi a justificativa do plano → quais providências foram tomadas.

Essa organização pode fazer uma enorme diferença na análise do caso.

Reúna os documentos antes de tomar qualquer decisão precipitada

Quando o plano de saúde nega uma cirurgia, o beneficiário precisa agir de forma organizada.

Depois de buscar orientação jurídica e solicitar a negativa por escrito, o terceiro passo é obter um relatório médico detalhado.

E agora, no 4º passo, é fundamental reunir toda a documentação relacionada ao tratamento e à negativa.

Isso inclui documentos médicos, exames, laudos, prontuários, pedido cirúrgico, negativa do plano, protocolos, contrato, documentos da Ouvidoria e demais registros relacionados ao caso.

Não descarte nada.

Não apague mensagens.

Não perca protocolos.

Não espere ter absolutamente todos os documentos para procurar um advogado.

Se a cirurgia é urgente, procure orientação de Advogados Especialistas em Cobertura Negada Plano de Saúde imediatamente e vá reunindo a documentação paralelamente.

5º Passo: Descubra exatamente por que o Plano de Saúde negou a Cirurgia.

Você precisa saber qual é o fundamento concreto utilizado pela operadora para negar a cirurgia.

Isso porque uma coisa é o plano de saúde negar a cobertura.

Outra, completamente diferente, é saber por que ele está negando.

O motivo apresentado pela operadora será fundamental para que um advogado especializado possa analisar a situação e verificar se a negativa possui fundamento jurídico ou se pode ser contestada.

Quais são os principais motivos usados pelos planos de saúde para negar cirurgia?

Agora vamos analisar algumas das justificativas que o beneficiário pode encontrar.

"A cirurgia não está coberta pelo contrato"

Essa é uma das justificativas que pode aparecer em negativas.

Mas atenção: Não basta o plano afirmar que não há cobertura.

É necessário analisar o contrato e verificar exatamente qual é a cobertura contratada, qual procedimento foi solicitado e qual cláusula está sendo utilizada como fundamento.

Uma cláusula contratual não deve ser analisada isoladamente.

É necessário verificar a legislação aplicável, as regras regulatórias e as circunstâncias concretas do caso.

Por isso, se você recebeu uma negativa com esse fundamento, leve o documento ao Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde.

"O procedimento não está no Rol da ANS"

Essa é uma justificativa que merece atenção especial.

Muitos beneficiários recebem uma negativa dizendo: "O procedimento não consta no Rol da ANS."

Mas a análise não deve necessariamente terminar nessa frase.

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS é uma referência regulatória extremamente importante, mas existem regras legais específicas sobre a cobertura de procedimentos e sobre situações que não podem ser avaliadas simplesmente pela presença ou ausência de determinado procedimento na lista.

A Lei nº 14.454/2022 alterou a Lei dos Planos de Saúde e estabeleceu critérios relacionados à cobertura de tratamentos não previstos no Rol da ANS.

Por isso, se o plano utilizou o argumento de que determinada cirurgia não está no Rol, não conclua sozinho que perdeu o direito ao tratamento.

Leve a negativa e a documentação médica a um advogado especializado.

"A cirurgia é experimental"

Essa justificativa também precisa ser cuidadosamente analisada.

Não basta o plano simplesmente utilizar a palavra "experimental".

É necessário compreender:

O que exatamente a operadora está classificando como experimental?

  • A cirurgia?
  • A técnica?
  • O material?
  • O tratamento?
  • Existe fundamento técnico para a alegação?
  • Qual é a indicação médica?
  • Quais evidências existem?

Essas questões precisam ser analisadas no contexto específico.

"O paciente não preenche os critérios"

Algumas negativas podem mencionar que o beneficiário não atende aos critérios necessários para determinada cobertura.

Nesse caso, é importante identificar:

  • quais critérios;
  • qual norma estabelece esses critérios;
  • qual documento foi utilizado pela operadora;
  • qual informação médica foi considerada;
  • se a situação concreta do paciente realmente corresponde à justificativa apresentada.

Mais uma vez: Não aceite a frase sem entender o fundamento.

"Existe outro tratamento disponível"

Imagine que o médico indique cirurgia e o plano responda: "Existe tratamento conservador."

Aqui existe uma questão essencial: Quem indicou a cirurgia?

Se o médico responsável pelo acompanhamento do paciente entende que aquele procedimento é necessário, é importante compreender tecnicamente por que a operadora está propondo uma alternativa diferente.

O relatório médico detalhado será muito importante nessa situação.

O advogado poderá analisar a documentação e verificar quais medidas são juridicamente cabíveis.

"O material cirúrgico não está coberto"

Outra situação bastante comum é o plano autorizar parte do procedimento, mas negar determinado material.

Nesse caso, não basta olhar para a autorização da cirurgia.

É necessário verificar: O que foi autorizado e o que foi negado?

Se determinado material é necessário para a realização da cirurgia indicada pelo médico, essa circunstância deve estar adequadamente documentada.

Por isso, guarde:

  • pedido médico;
  • relatório;
  • relação dos materiais;
  • justificativa médica;
  • negativa;
  • protocolos.

Para Ilustrar

Vamos imaginar o caso de Mariana.

Mariana possui plano de saúde há anos.

Após consultas e exames, seu médico indica uma cirurgia.

O hospital encaminha a solicitação à operadora.

Dias depois, Mariana recebe a seguinte mensagem: "Procedimento não autorizado."

Desesperada, ela liga para o plano.

O atendente informa: "O procedimento não possui cobertura contratual."

Mariana encerra a ligação acreditando que não há nada a fazer.

Mas esse é justamente o momento em que ela deveria investigar.

Ela solicita a negativa por escrito e descobre que a operadora está alegando determinada cláusula contratual.

Mariana então procura um advogado especializado.

O profissional analisa:

  • o contrato;
  • a negativa;
  • o pedido cirúrgico;
  • o relatório médico;
  • os exames;
  • a indicação médica;
  • a situação do plano;
  • as normas aplicáveis.

Somente depois dessa análise será possível avaliar se a justificativa apresentada pelo plano é juridicamente sustentável ou se existem fundamentos para contestá-la.

Perceba: O problema não era simplesmente saber que a cirurgia foi negada. Era descobrir por que foi negada.

O motivo da negativa pode determinar a estratégia jurídica

Essa é uma das razões pelas quais este 5º passo é tão importante.

Imagine três situações diferentes.

Situação 1: negativa por exclusão contratual

A análise deverá se concentrar, entre outros pontos, no contrato e na validade e aplicabilidade da exclusão.

Situação 2: negativa porque o procedimento não está no Rol da ANS

Será necessário analisar a legislação aplicável e as circunstâncias concretas do tratamento.

Situação 3: negativa porque o plano considera a cirurgia desnecessária

Será especialmente importante analisar a indicação médica, os exames e o relatório do profissional responsável.

Percebe como o motivo da negativa muda completamente a análise do caso?

Por isso, descobrir a justificativa não é uma simples formalidade.

É uma etapa estratégica.

6º Passo: Entrar com uma Ação Judicial contra o Plano de Saúde para conseguir a Cirurgia.

Em determinadas situações, o caminho poderá ser o ajuizamento de uma ação judicial contra o plano de saúde, buscando que a operadora seja obrigada a autorizar e custear o procedimento indicado pelo médico.

E aqui existe uma informação que quero deixar muito clara para você: Entrar com uma ação judicial não significa necessariamente que você terá de esperar meses ou anos para conseguir realizar a cirurgia.

Quando existe urgência médica e estão presentes os requisitos legais, o advogado poderá avaliar a possibilidade de formular um pedido de tutela de urgência, justamente para que o Judiciário analise rapidamente a necessidade de garantir o tratamento.

Mas cada caso precisa ser analisado individualmente.

A ação judicial não deve ser tratada como uma fórmula automática.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde precisa examinar a documentação médica, a negativa, o contrato, a legislação aplicável e as circunstâncias concretas do paciente.

Quando entrar com uma ação judicial contra o plano de saúde?

A ação judicial pode ser considerada quando o plano de saúde mantém uma negativa de cobertura que, após análise jurídica, aparenta ser indevida e impede o beneficiário de realizar o tratamento prescrito.

Isso pode acontecer, por exemplo, quando:

  • o médico indica a cirurgia e a operadora nega a cobertura;
  • a operadora nega determinado procedimento necessário ao tratamento;
  • o plano autoriza a cirurgia, mas recusa materiais essenciais;
  • a operadora nega determinada técnica indicada pelo médico;
  • o plano afirma que o procedimento não possui cobertura;
  • a operadora utiliza determinada cláusula contratual para negar o tratamento;
  • a negativa é fundamentada exclusivamente na ausência do procedimento no Rol da ANS, em situação que exige análise específica;
  • a operadora afirma que o procedimento é experimental;
  • o plano apresenta justificativa incompatível com a documentação médica;
  • existe urgência e a demora pode agravar o estado de saúde do paciente.

É importante destacar que nem toda negativa gera automaticamente direito à cirurgia por decisão judicial.

É justamente por isso que a análise de um advogado especializado é tão importante.

O que é uma ação judicial para conseguir cirurgia pelo plano de saúde?

Em termos simples, é uma ação proposta contra a operadora para buscar judicialmente a cobertura do tratamento que foi negado.

Dependendo das circunstâncias, a demanda poderá envolver um pedido de obrigação de fazer, para que o plano seja obrigado a autorizar e custear o procedimento indicado pelo médico.

Também poderão existir outros pedidos, dependendo do caso concreto.

O advogado analisará qual é a medida processual mais adequada.

O que é uma tutela de urgência para conseguir a cirurgia?

Essa é uma das questões que mais preocupam quem está com uma cirurgia negada.

A tutela de urgência é um mecanismo processual que pode permitir que o juiz analise antecipadamente determinado pedido quando estão presentes os requisitos legais.

No contexto dos planos de saúde, isso pode ser especialmente relevante quando existe risco de agravamento da doença ou prejuízo decorrente da demora.

Imagine que o médico informe: "O paciente precisa realizar a cirurgia com urgência, pois a demora poderá provocar agravamento significativo do quadro."

Nesse cenário, o advogado poderá avaliar a possibilidade de pedir ao Judiciário uma decisão urgente determinando que o plano autorize e custeie o procedimento.

Isso não significa que toda cirurgia será automaticamente autorizada por uma liminar.

O juiz analisará os elementos apresentados no processo.

O juiz pode determinar que o plano autorize a cirurgia antes da sentença?

Sim, em determinadas situações.

É justamente essa uma das finalidades possíveis da tutela de urgência.

Se o juiz entender que estão presentes os requisitos legais, poderá conceder uma decisão determinando que a operadora autorize e custeie o tratamento antes do julgamento definitivo da ação.

Essa decisão é frequentemente chamada de liminar.

Mas atenção, não existe garantia de que toda liminar será concedida.

A decisão depende da análise do juiz e das provas apresentadas.

Uma decisão liminar pode sair rapidamente?

Pode.

Em situações urgentes, pedidos de tutela podem ser apreciados com rapidez, inclusive antes da sentença.

Mas isso não significa que exista um prazo garantido.

Em alguns casos, a decisão pode ser proferida em pouco tempo.

Em outros, pode haver necessidade de esclarecimentos, documentos complementares ou manifestação da parte contrária.

Por isso, se existe uma cirurgia urgente, não espere a situação se tornar ainda mais grave para procurar um advogado.

O que o Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde faz depois que a liminar é concedida?

O trabalho do Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde não termina quando a decisão favorável é publicada.

É necessário acompanhar:

  • cumprimento da ordem;
  • autorização da cirurgia;
  • contato com hospital;
  • autorização dos materiais;
  • autorização de procedimentos relacionados;
  • eventuais negativas parciais;
  • prazos estabelecidos pelo juiz;
  • manifestações da operadora.

Se houver qualquer problema, o Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde poderá avaliar as providências processuais necessárias.

O beneficiário pode receber indenização por danos morais ao vencer a ação?

Pode, mas isso não é automático.

Esse é um ponto que precisa ser explicado corretamente ao consumidor.

Durante muito tempo, houve decisões reconhecendo dano moral em determinadas situações de negativa de tratamento.

Entretanto, o entendimento do STJ foi recentemente uniformizado no Tema 1.365: a simples negativa indevida de cobertura não gera, por si só, dano moral presumido.

É necessário verificar se existem circunstâncias adicionais que demonstrem efetiva lesão extrapatrimonial relevante.

O próprio STJ destacou situações como risco à vida, negativa em circunstâncias especialmente graves, sofrimento relevante e outras circunstâncias concretas como elementos que podem ser considerados na análise.

Portanto, no artigo, é importante evitar a promessa: "Negou a cirurgia? Você automaticamente receberá indenização."

Isso não corresponde ao entendimento atual.

A orientação correta é: Dependendo das circunstâncias, poderá existir pedido e eventual condenação por danos morais, mas a análise é individualizada.

E se o beneficiário ganhar a ação?

Se a decisão for favorável, o resultado dependerá dos pedidos que foram acolhidos.

Por exemplo, a decisão poderá determinar:

  • cobertura da cirurgia;
  • custeio de materiais;
  • autorização de procedimentos relacionados;
  • reembolso ou ressarcimento, quando cabível;
  • pagamento de indenização, se houver pedido acolhido;
  • pagamento de honorários de sucumbência;
  • outras obrigações determinadas judicialmente.

O beneficiário deve analisar cuidadosamente o conteúdo da decisão com seu advogado.

A cirurgia pode ser realizada antes do fim do processo?

Sim.

Essa é justamente uma das situações em que a tutela de urgência pode ser importante.

Se o juiz determinar que o plano autorize e custeie a cirurgia em caráter provisório, o procedimento poderá ser realizado antes da sentença final, observadas as condições da decisão judicial e a organização médica necessária.

Depois, o processo continuará para que a questão seja definitivamente analisada.

É obrigatório reclamar na ANS antes de entrar com uma ação?

Não se deve tratar a reclamação administrativa como uma condição universal para ajuizar uma ação judicial.

A estratégia dependerá do caso concreto e da urgência.

A ANS disponibiliza mecanismos de mediação, e as reclamações relacionadas à cobertura assistencial podem gerar uma NIP — Notificação de Intermediação Preliminar — encaminhada à operadora. Atualmente, a ANS informa que, nas demandas assistenciais, a operadora tem até cinco dias úteis para responder à reclamação apresentada nessa etapa.

Mas atenção: Se existe uma cirurgia urgente, esperar uma solução administrativa pode não ser adequado em todos os casos.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde deverá avaliar a urgência e decidir qual estratégia é mais apropriada.

Para Ilustrar

Vamos imaginar o seguinte caso.

Maria apresenta uma doença que vem evoluindo há meses.

Ela realiza consultas e exames.

O médico responsável conclui que a cirurgia é necessária.

Maria solicita autorização ao plano de saúde.

A operadora nega o procedimento.

Maria pede a negativa por escrito e descobre que o plano afirma que o procedimento não possui cobertura.

Ela então:

  • procura um advogado especializado;
  • obtém relatório médico detalhado;
  • reúne exames e prontuários;
  • guarda o pedido cirúrgico;
  • reúne o contrato do plano;
  • guarda a negativa e os protocolos;
  • informa ao advogado que existe urgência médica.

O Advogado Especialista em Cobertura Negada Plano de Saúde analisa toda a documentação.

Verifica a justificativa da operadora.

Analisa a indicação médica.

Avalia o contrato e as normas aplicáveis.

Diante da situação concreta, entende que existem fundamentos para buscar judicialmente a cobertura.

É ajuizada a ação com pedido de tutela de urgência.

O juiz analisa a documentação.

Se entender presentes os requisitos legais, poderá determinar que a operadora autorize e custeie a cirurgia.

A operadora deverá cumprir a decisão nos termos estabelecidos.

E o processo continuará até a solução definitiva da controvérsia.

Perceba que Maria não simplesmente "entrou na Justiça".

Ela construiu uma documentação capaz de explicar:

  • doença + necessidade médica + pedido + negativa + urgência + fundamento jurídico.

Essa organização pode ser decisiva para a análise do caso.

Quais direitos o beneficiário pode ter ao vencer a ação?

É importante não vender a ideia de que existe um "pacote automático" de direitos.

O que o beneficiário terá dependerá do que foi pedido, das provas produzidas e do que o juiz efetivamente decidir.

Entre os resultados possíveis estão:

Cobertura da cirurgia

O plano poderá ser obrigado a autorizar e custear o procedimento determinado judicialmente.

Cobertura de materiais necessários

Quando reconhecida judicialmente a obrigação, poderão ser incluídos materiais necessários ao procedimento, conforme o caso.

Custeio de despesas relacionadas

A decisão poderá abranger outras despesas relacionadas ao tratamento, conforme o pedido e os fundamentos apresentados.

Reembolso ou ressarcimento

Pode ser reconhecido quando presentes os requisitos para tanto.

Danos materiais

Poderão ser analisados quando houver prejuízos financeiros comprovados e fundamento para responsabilização.

Danos morais

Poderão ser reconhecidos quando as circunstâncias concretas demonstrarem lesão extrapatrimonial relevante. A negativa, isoladamente, não gera dano moral automático segundo o atual entendimento repetitivo do STJ.

Honorários de sucumbência

Poderá haver condenação da parte vencida ao pagamento de honorários sucumbenciais, conforme as regras processuais aplicáveis.

Plano de saúde negou cirurgia? Saiba quando buscar a Justiça

Chegamos ao sexto passo de um caminho que pode ser decisivo para o beneficiário que teve uma cirurgia negada pelo plano de saúde.

Depois de buscar orientação jurídica, solicitar a negativa por escrito, obter um relatório médico detalhado, reunir os documentos e descobrir exatamente o motivo da negativa, chega o momento de avaliar: E necessário entrar com uma ação judicial para conseguir a cirurgia?

Em muitos casos, a resposta poderá ser sim.

A ação poderá buscar a cobertura do procedimento e, quando presentes os requisitos legais, poderá ser acompanhada de um pedido de tutela de urgência, para que o juiz analise rapidamente a necessidade de garantir o tratamento.

Mas não existe prazo garantido para uma liminar ou para o encerramento definitivo do processo.

O tempo de cada processo varia.

Por isso, não acredite em promessas de "liminar garantida" ou "cirurgia autorizada em determinado número de horas".

O que existe é a possibilidade de apresentar ao Judiciário um pedido bem fundamentado, acompanhado de documentação médica e jurídica capaz de demonstrar a situação do paciente.

E, se a ação for julgada procedente, o beneficiário poderá obter, conforme os pedidos formulados e aquilo que for reconhecido judicialmente, a cobertura da cirurgia, materiais e demais despesas abrangidas pela decisão, além de eventual reembolso, danos materiais, danos morais ou honorários sucumbenciais, quando cabíveis.

Conclusão

Como vimos ao longo deste post, receber uma negativa do plano de saúde não significa, necessariamente, que você perdeu o direito à cirurgia.

Felizmente, agora você já sabe O que fazer quando o Plano de Saúde nega Cirurgia.

Como Advogados Especialistas em Cobertura Negada Plano de Saúde, só aqui nós mostramos:

  • 1º Passo: Buscar o auxílio de Advogados Especialistas em Cobertura Negada Plano de Saúde;
  • 2º Passo: Peça a negativa do Plano de Saúde por escrito;
  • 3º Passo: Solicite um Relatório Médico detalhado;
  • 4º Passo: Reúna todos os documentos do tratamento;
  • 5º Passo: Descubra exatamente por que o Plano de Saúde negou a Cirurgia;
  • 6º Passo: Entrar com uma Ação Judicial contra o Plano de Saúde para conseguir a Cirurgia.

Não existe uma resposta única para todos os casos.

O direito à cobertura deverá ser analisado de acordo com as características do contrato, o procedimento indicado, a situação clínica do paciente, a justificativa apresentada pela operadora, a legislação vigente, as normas da ANS e as circunstâncias concretas.

Por isso, cuidado com informações genéricas encontradas na internet.

Leia também:

Cirurgia Cardíaca negada pelo Plano de Saúde: Quais são os seus direitos?

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Elevidys: Anvisa cancela registro do medicamento de R$17 milhões por dose; entenda o que muda para pacientes e famílias.

Não aceite a negativa do plano de saúde sem entender exatamente o que aconteceu.

Estamos aqui para ajudar.

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